Levantamento manual de carga repetitivo de curta duração com e sem o uso de cinto pélvico: efeito sobre a atividade EMG normalizada por diferentes indicadores

Mauro Gonçalves, Marcelo Pinto Pereira
2011 Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano  
Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2009, 11(2):151-159 Resumo -A capacidade de levantamento e abaixamento manual de carga (LAMC) continua preocupando as indústrias e o uso da eletromiografia (EMG) se apresenta como uma alternativa no estudo da musculatura envolvida nessa atividade. Entretanto, a reprodutibilidade destas medidas torna-se primordial. Assim, esse estudo teve como objetivo principal analisar a influência do uso do cinto pélvico sobre a atividade EMG dos músculos eretores da
more » ... s eretores da espinha (ER) e reto femoral (RF), durante LAMC e durante a contração isométrica voluntária máxima (CIVM) de extensão do tronco, realizada antes (PRÉ) e após essa atividade, assim como analisar a variabilidade (CV) do sinal EMG quando normalizadas por três métodos: pelo pico (PICO) e pela média ( MED) da atividade EMG e pelo sinal obtido durante a CIVM. Para isso, 8 voluntários realizaram LAMC de 15% e 25% peso corporal (PC), com e sem o uso do cinto pélvico por 1min. Obtiveram-se os valores do Coeficiente da Variação (CV) do sinal EMG do ER e RF durante os LAMCs. Durante as CIMVs, obtiveram-se os valores de tração na célula de carga e as variáveis eletromigráficas RMS, Frequência Média, Frequência Mediana e Potência Total do músculo ER. Os resultados demonstram menores valores de CV quando o sinal EMG foi obtido pelo PICO, sendo, portanto, esse método preferível por apresentar menor variabilidade. Durante as CIVMs, somente a força de tração na célula de carga se apresentou menor após o LAMC de 25%PC sem o uso do cinto pélvico (p=0,035), sugerindo rápida recuperação dos ER após o LAMC por 1 minuto. Palavras-chave: Eletromiografia; Fadiga; Levantamento manual. Abstract -Manual lifting (ML) capacity is still a matter of concern for industry administrators and electromyography (EMG) seems to be a good alternative for the evaluation of muscles involved in this task. However, the reliability of these measures is very important. Thus, the objective of this study was to evaluate the influence of a pelvic belt on EMG activity of the erector spinus (ES) and rectus femoralis (RF) muscles during ML and during maximal voluntary contractions (MVC) of trunk extension performed before (baseline) and after ML. In addition, the variability in the EMG signal normalized by the following three different methods was evaluated: peak EMG activity, mean EMG activity, and EMG activity obtained during MVC. Eight volunteers performed ML of 15% and 25% of their body weight for 1 minute in the presence or absence of a pelvic belt. The coefficient of variation (CV) of the EMG signal obtained for the ES and RF muscles was calculated during ML. Load cell traction values and the electromyographic variables RMS, median frequency, mean power frequency and total power of the ES muscle were obtained during MVC. The results showed lower CV (smaller variability) when the EMG signal was normalized by peak activity, with this method thus being preferable. During MVC, only the load cell traction value differed from baseline after ML of 25% body weight without the pelvic belt (p=0.035), a finding suggesting rapid recovery of ES muscle after ML for 1 minute.
doi:10.5007/1980-0037.2009v11n2p151 fatcat:rqc6imgq3nanna3wfnpxcpsmqy