Balanço energético em crianças e adolescentes com bronquiolite obliterante pós-infecciosa

Juliana Paludo, Helena Teresinha Mocelin, Franceliane Jobim Benedetti, Rita Mattiello, Edgar Enrique Sarria, Elza Daniel de Mello, Gilberto Bueno Fischer
2012 Revista de Nutrição  
OBJETIVOS: Quantificar o gasto e estimar a ingestão energética de crianças e adolescentes com bronquiolite obliterante pós-infecciosa e comparar com crianças e adolescentes hígidos. MÉTODOS: Estudo transversal com 72 crianças e adolescentes de 8 a 18 anos. Compararam-se dois grupos de 36 indivíduos - um com diagnóstico de bronquiolite obliterante e outro hígido -, os quais foram pareados pelo sexo, idade e classificação do índice de massa corporal. Para avaliação nutricional, utilizaram-se a
more » ... utilizaram-se a antropometria e a composição corporal. O gasto energético foi medido pela calorimetria indireta; o fator atividade, pelo recordatório 24h de atividades físicas, e a ingestão energética, pelos inquéritos alimentares. RESULTADOS: O grupo com bronquiolite obliterante e o grupo-controle apresentaram respectivamente: índice de massa corporal de M=18,9, DP=4,0kg/m² e M=18,8, DP=3,4kg/m²; gasto energético de repouso de M=1717,6, DP=781,5 e M=2019,9, DP=819; gasto energético total de M=2677,5, DP=1514,0kcal/dia e M=3396,1, DP=1557,9kcal/dia; estimativa da ingestão energética de M=2294,1, DP=746,7kcal/dia e M=2116,5, DP=612,1kcal/dia. O gasto energético de repouso (p=0,102) e o gasto energético total (p=0,051) não foram diferentes entre os grupos, mesmo quando ajustados pela massa magra. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre o o gasto energético total e o consumo energético no grupo com bronquiolite obliterante (p=0,202). O grupo-controle consumiu menos calorias do que o previsto pelo gasto energético total (p<0,001). CONCLUSÃO: O gasto energético de repouso e o gasto energético total foram semelhantes entre os grupos. A estimativa da ingestão energética dos hígidos foi menor que o gasto energético total. O grupo com bronquiolite obliterante apresentava um balanço energético adequado.
doi:10.1590/s1415-52732012000200004 fatcat:o7abacdkqbckhc4e3ga2f62gmu