ESTUDO DA LIGAÇÃO CRUZADA INDUZIDA PELO FORMALDEÍDO EM CÁPSULAS DE GELATINA DURA

Ana Lúcia T. C. Zampieri
2007 Revista Eletrônica de Farmácia  
Palavras-chave: gastro-resistência; cápsulas de gelatina; ligação-cruzada; dissolução. INTRODUÇÃO O revestimento gastro-resistente é uma técnica usada na preparação de formas farmacêuticas para que resistam, sem alteração, à ação do suco gástrico, devendo, porém, desagregar-se rapidamente no suco intestinal (LACHMAN et al, 2001) . A cápsula de gelatina dura é uma das formas farmacêuticas mais usadas, apesar de não ser indicada para fármacos irritantes ao estômago. O objetivo deste trabalho foi
more » ... deste trabalho foi desenvolver um método simples e reprodutível, para produzir cápsulas de gelatina dura gastro-resistentes, baseado na reação de ligação cruzada induzida pelo formaldeído. (SCHACHT et al, 1997) . METODOLOGIA Foram utilizados os equipamentos Dissolutor (Vankel, modelo VK7000E), Espectrofotômetro UV-Vis (Varian-Cary-50) e HPLC (Varian, modelo Pro-Star 240). O fármaco Naproxeno utilizado como modelo no processo desenvolvido neste trabalho é um agente antinflamatório não esteróide (AINE), que apresenta baixa tolerância gástrica (Sheba et al, 2002) . As cápsulas de gelatina dura contendo 250mg de naproxeno foram imersas em solução hidroalcoólica (70-90%) contendo diferentes concentrações de formaldeído (0,2-0,6mMol.L -1 ). As amostras foram submetidas ao teste de dissolução in vitro para verificação da gastro-resistência das cápsulas. Esse teste tem sido referência na avaliação da performance de formulações gastro-resistentes (USP 28). Para a quantificação dos resultados obtidos foi elaborada curva padrão de concentração do naproxeno com r 2 =0,997. Para os ensaios de dissolução foram padronizadas as seguintes condições: Aparelho dissolutor n°2 (pá como elemento agitador); temperatura 37± 0,5 ºC; velocidade de agitação igual a 50 rpm, λ de 332nm, meios gástrico e entérico (USP 28) com volume de 1000ml e afundadores de material inerte. Os ensaios foram realizados em duas etapas sendo a primeira etapa em meio gástrico simulado (MGS) por 02 horas e a segunda etapa em meio entérico simulado (MES) por 01 hora. O formaldeído residual foi quantificado em HPLC. Para este teste foram avaliadas cápsulas previamente submetidas a diferentes tratamentos. As amostras
doi:10.5216/ref.v2i2.1951 fatcat:yrj3lmombzdgvisd6zyfwpkxl4