Avaliação dos resultados das condições perineais após o reparo de trauma perineal com cola cirúrgica ou fio de sutura até 8 meses de pós-parto [thesis]

Wesllanny Sousa Brunelli
das enfermeiras Patrícia, Naide Lopes, Michele e Cristina. Por fim, a todas as mulheres que gentilmente aceitaram participar deste estudo. EPÍGRAFE A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes! Florence
more » ... es! Florence Nightingale Brunelli WS. Avaliação dos resultados das condições perineais após o reparo de trauma perineal com cola cirúrgica ou fio de sutura até 8 meses de pós-parto [dissertação]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2019. RESUMO Introdução: existem poucos estudos sobre os resultados do uso da cola cirúrgica para o reparo perineal após o parto. Objetivos: comparar a intensidade da dor perineal, a ocorrência de incontinência urinária (IU), a força muscular do assoalho pélvico (FMAP), a função sexual (FS) e a satisfação da mulher após o reparo perineal com a cola cirúrgica ou fio de sutura até 8 meses após o parto. Metodologia: estudo longitudinal aninhado a um ensaio clínico (EC) randomizado. A população foi composta por mulheres participantes de um EC que tiveram o primeiro parto normal e que foram submetidas ao reparo de lacerações perineais de primeiro e/ou segundo graus ou episiotomia com cola cirúrgica Glubran 2 ® (Grupo experimental -GE) ou com fio de sutura Vicryl ® (Grupo Controle -GC), em uma maternidade de Itapecerica da Serra, São Paulo, e que retornaram para avaliação ou aceitaram ser avaliadas em domicílio. As mulheres foram acompanhadas nos primeiros 8 meses de pós-parto em seis etapas: etapa 1: logo após o parto normal; etapa 2: entre 12 e 24 horas; etapa 3: entre 36 e 48 horas; etapa 4: entre 10 e 20 dias; etapa 5: entre 50 e 70 dias; e etapa 6: entre 6 e 8 meses de parto. As primeiras três etapas correspondem ao banco de dados do EC; a etapa 4 corresponde a um estudo transversal; e os dados das etapas 5 e 6 correspondem ao presente estudo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética em pesquisa da EEUSP, sob registro 2.44.813. Resultados: foram avaliadas 140 mulheres nas primeiras três etapas, 110 mulheres entre 10 e 20 dias de parto (etapa 4), 122 mulheres entre 50 e 70 dias (etapa 5) e 54 mulheres entre 6 e 8 meses de parto (etapa 6). Ao comparar a intensidade da dor perineal ao longo do tempo nos dois tipos de reparo perineal, o GE apresentou melhores resultados que o GC (p = 0,001). No entanto, não houve significância ao comparar a IU nas cinco primeiras etapas (p = 0,699) e o uso do ICIQ-SF na sexta etapa (p = 0,835) . Em relação à FMAP, houve uma diferença de 4,96 pontos entre as médias do GE (média 32,39; dp 14,03) e GC (média 27,43; dp 12,75), porém sem significância (p = 0,331). Sobre o FS, percebeu-se que as mulheres do GE apresentaram médias de escore superior em todos os domínios, mas não houve significância (p = 0,504). O GE também apresentou melhores médias em relação à satisfação da mulher com o reparo perineal, porém também sem significância (p = 0,068). Conclusão: o uso de cola cirúrgica apresentou menor intensidade de dor perineal, significantemente, até 8 meses após o parto e melhores médias relacionadas à FMAP, à FS e à satisfação da mulher com o reparo perineal. A cola cirúrgica pode ser uma opção viável para diminuir as morbidades relacionadas ao reparo perineal após parto normal e aumentar a satisfação da mulher. Descritores: Períneo. Sutura. Enfermagem Obstétrica. Brunelli WS. Evaluation of perineal condition outcomes after repair of perineal trauma with surgical glue or suture yarn in the first 8 months after delivery [dissertation]. São ABSTRACT Introduction: In literature, there are few studies about the use of surgical glue for perineal repair after delivery. Objectives: To compare the intensity of perineal pain, the occurrence of urinary incontinence (UI), the pelvic floor muscle strength (PFMS), the sexual function (SF) and the satisfaction of women after perineal repair with surgical glue or suture yarn in the first 8 months after delivery. Methodology: Longitudinal study linked to a randomized controlled trial (RCT). The population was consisted of women attending a RCT who had normal delivery, underwent repair of first and/or second-degree perineal lacerations or episiotomy with Glubran 2 ® surgical glue (Experimental Group -EG) or with Vicry l® suture yarn (Control Group -CG) in a maternity hospital located in Itapecerica da Serra, São Paulo, and returned for evaluation or accepted to be evaluated in their homes. The women were followed-up during the first 8 months after delivery in six stages, with the first 3 stages corresponding to the RCT database, stage 4 to a cross-sectional study and stages 5 and 6 data to the current study. Stage 1: soon after normal delivery; stage 2: between 12 and 24 hours; stage 3: between 36 and 48 hours; stage 4: between 10 and 20 days; stage 5: between 50 and 70 days; stage 6: between 6 and 8 months after delivery. This study was approved by the Research Ethics Committee of EEUSP, under registration number 2.44.813. Results: A total of 140 women were evaluated in the first three stages, 110 women between 10 and 20 days after delivery (stage 4), 122 women between 50 and 70 days (stage 5) and 54 women between 6 and 8 months after delivery (stage 6). When comparing the intensity of perineal pain over time in the two types of perineal repair, EG presented better results than CG (p=0.001). However, there was no significance when comparing UI in the first five stages (p=0.699) and the use of ICIQ-SF in the sixth stage (p=0.835). Regarding PFMS, there was a difference of 4.96 points between the means of EG (mean 32.39; SD 14.03) and CG (mean 27.43; SD 12.75), but with no significance (p=0.331). As for SF, it was noticed that the EG women presented higher mean scores in all domains, but there was no significance (p=0.504). EG also presented better means in relation to women's satisfaction with perineal repair, but also with no significance (p=0.068). Conclusion: The use of surgical glue showed significantly lower perineal pain intensity in the first 8 months after delivery and better means related to PFMS, SF and women's satisfaction with perineal repair. Surgical glue may be a viable option to decrease the negative outcomes of perineal repair after normal delivery, as well as to increase women's satisfaction. Descriptors: Perineum; Sutures; Obstetric Nursing. Brunelli WS. Evaluación de los resultados de las condiciones perineales después de la reparación de trauma perineal con pegamento quirúrgico o línea de sutura en los primeros 8 meses posparto [disertación]. São Paulo: Escuela de Enfermería, Universidad de São Paulo, 2019. RESUMEN Introducción: En la literatura, existen pocos estudios sobre los resultados del uso de pegamento quirúrgico para la reparación perineal después del parto. Objetivos: Comparar la intensidad del dolor perineal, la aparición de incontinencia urinaria (IU), la fuerza muscular del suelo pélvico (FMSP), la función sexual (FS) y la satisfacción de las mujeres después de la reparación perineal con pegamento quirúrgico o línea de sutura en los primeros 8 meses después del parto. Metodología: Estudio longitudinal vinculado a un ensayo clínico (EC) aleatorizado. La población estaba compuesta por mujeres que participaron en un EC que tuvieron el primer parto normal y que se sometieron a la reparación de laceraciones perineales de primer y/o segundo grado o episiotomía con pegamento quirúrgico Glubran 2 ® (Grupo Experimental -GE) o con línea de sutura Vicryl ® (Grupo Control -GC) en un hospital de maternidad en Itapecerica da Serra, São Paulo, y que regresaron para evaluación o aceptaron ser evaluadas en sus hogares. Las mujeres fueron seguidas en los primeros 8 meses posparto en seis etapas, siendo las primeras 3 etapas correspondientes a la base de datos del EC, la etapa 4 a un estudio transversal y los datos de las etapas 5 y 6 al presente estudio. Etapa 1: poco después del parto normal; etapa 2: entre 12 y 24 horas; etapa 3: entre 36 y 48 horas; etapa 4: entre 10 y 20 días; etapa 5: entre 50 y 70 días; etapa 6 entre 6 y 8 meses de parto. El estudio fue aprobado por el Comité de Ética en Investigación de la EEUSP, bajo el registro 2.44.813. Resultados: Un total de 140 mujeres fueron evaluadas en las primeras tres etapas, 110 mujeres entre 10 y 20 días de parto (etapa 4), 122 mujeres entre 50 y 70 días (etapa 5) y 54 mujeres entre 6 y 8 meses de parto (etapa 6). Al comparar la intensidad del dolor perineal a lo largo del tiempo en los dos tipos de reparación perineal, el GE presentó mejores resultados que el GC (p=0,001). Sin embargo, no hubo significación cuando se comparó la IU en las primeras cinco etapas (p=0,699) y el uso de ICIQ-SF en la sexta etapa (p=0,835). Con respecto a la (FMSP), hubo una diferencia de 4,96 puntos entre los promedios del GE (promedio 32,39; DE 14,03) y del GC (promedio 27,43; DE 12,75), pero sin significación (p=0,331). Sobre la FS, se notó que las mujeres del GE presentaron puntajes promedios más altos en todos los dominios, pero no hubo significación (p=0,504). El GE también presentó mejores promedios en relación con la satisfacción de las mujeres con la reparación perineal, pero también sin significación (p=0,068). Conclusión: El uso de pegamento quirúrgico mostró una intensidad de dolor perineal significativamente menor en los primeros 8 meses después del parto y mejores promedios relacionados con la FMSP, la FS y la satisfacción de las mujeres con la reparación perineal. El pegamento quirúrgico puede ser una opción viable para disminuir los resultados negativos de la reparación perineal después del parto normal y aumentar la satisfacción de las mujeres.
doi:10.11606/d.7.2019.tde-22022021-121905 fatcat:p3w62gljprdu5by72nravsa7he