A FORMAÇÃO PROFISSIONAL E A HANSENÍASE

Vânia Del', Arco Paschoal
unpublished
Hansen Int 2015;40(2):1. Hansenologia Internationalis: hanseníase e outras doenças infecciosas | 1 A educação é tudo. Permeia por todos os setores da vida de um indivíduo e da coletividade. Por todos os ângulos de nossa existência, a educação é chama-da a se expressar. Na hanseníase não é diferente. O conhecimento da doença e de todas as suas nuances determinam o que se espera para as próximas décadas. O ensino sobre a hanseníase, em escolas de gra-duação e de pós-graduação tem a cada dia,
more » ... em a cada dia, diminu-ído suas cargas horarias teórica e prática, cada vez menos professores e alunos conseguem ver e sentir a problemática da doença, o que, consequentemen-te, não é diferente para os profissionais de saúde. Com o número de casos em declínio, e tantas outras emergentes, entre vários problemas que enfrenta-mos na implantação do SUS com equipes básicas e gestores pouco preparados, com quantidade insufi-ciente de profissionais e com a concepção de saúde pública que privilegia a média e alta complexidade, a hanseníase corre o risco de "cair" em esquecimento. Muitas vezes, princípios básicos do conhecimento amadurecido da doença, construído por pesquisa-dores sérios, é substituído para facilitar as informa-ções, levando a desinformação sobre essa situação. Algumas áreas onde a doença tem conseguido parâmetro ótimo de eliminação, segundo o Organi-zação Mundial da Saúde, mostram outros indicado-res como o controle de comunicantes precário, a for-EDITORIAL Paschoal VDA. A Formação Profissional e a Hanseníase. Hansen Int. 2015; 40 (2): p. 1. ma clínica transmissível e alto grau de incapacidades, estimando uma prevalência oculta preocupante. Atualmente o Brasil tem em torno de 226 esco-las de Medicina, 880 de Enfermagem somado às de fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, odonto-logia, entre outras tantas da área da saúde, imagi-na-se o número de profissionais que são inseridos no mercado de trabalho anualmente. Os cursos de graduação, de Residências médicas e Multiprofis-sionais, a Educação permanente, pelos círculos de discussão, são oportunidades, que se sugere de res-gatar, envolver e compromissar docentes, discentes e profissionais de saúde, modificando a visão da pro-blemática da hanseníase. A educação tem o poder de transformar e cons-cientizar. A pesquisa séria, é a sua primeira etapa. Parabéns àqueles que se dedicam a este mister.
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