Interculturalismo & Reconhecimento da Diferença: reconstruindo os Direitos Humanos no itinerário dos Apátridas e Refugiados

Gustavo Oliveira Lima Pereira
2012 Universitas: Relações Internacionais  
Interculturalismo e reconhecimento da diferença: reconstruindo os direitos humanos no itinerário dos Apátridas e refugiados * Interculturalism & recognition of diff erence: human rights in reconstructing the routeof stateless persons and refugees Resumo A concepção tradicional dos Direitos Humanos é ancorada por premissas que já não conseguem dar conta da crise de sentido a qual atravessa as relações mundanas, principalmente no panorama internacional, no que tange aos apátridas e refugiados.
more » ... tre tais premissas, destacamos, na primeira parte deste artigo, a ideia de "nacionalidade" e a pretensão "universalista" dos Direitos Humanos como representações emblemáticas do esgotamento dessa compreensão tradicional. Na segunda parte, desenvolvemos a percepção interculturalista como alternativa ao modelo tradicional, avessa à perspectiva da "identidade pura", que a fi cção da nacionalidade dá vazão. A nova perspectiva tem como ponto de partida o reconhecimento da diferença e não a padronização da igualdade como premissa para se repensar os Direitos Humanos. Palavras-chave: Direitos humanos. Apátridas. Refugiados. Nacionalismo. Universalismo. Interculturalismo. Reconhecimento da diferença. Abstract Th e traditional conception of human rights is rooted in assumptions can not carry with the crisis of meaning which crosses the worldly relations, especially in the international arena with regard to stateless persons and refugees. Among these assumptions, we highlight in this article the idea of "nationality" and the pretention "universal" of human rights as iconic representations of the exhaustion of this traditional understanding. In the second part of the article, the interculturalist perception developed as an alternative to the traditional model, adverse terms of "pure identity", that fi ction gives way to nationality. Th e new perspective has as its starting point there cognition of diff erence and not the standards of equality as a premise to rethink human rights.
doi:10.5102/uri.v10i1.1605 fatcat:iqjvgpyjjvh7fc6of5cmtp5sme