Caracterização de fitol e verificação de uma segunda via de biossíntese de filoquinona e tocoferol nos estágios intraeritrocíticos de Plasmodium falciparum [thesis]

Danielle da Silva Menchaca Vega
Nosso grupo identificou vários produtos da via de biossíntese de isoprenóides em Plasmodium.falciparum que é apontada como promissora para o desenvolvimento de drogas antimaláricas, uma vez que esta via não é compartilhada pelo hospedeiro humano. Os compostos isoprenicos identificados nas formas intraeritrocíticas de P. falciparum, foram as cadeias isoprênicas ligadas às proteínas (isoprenilação de proteínas), ao anel benzoquinona (Coenzima Q 7-9), além de carotenóides, dolicois (11 e 12
more » ... s isoprenicas) menaquinona, filoquinona e tocoferol. A filoquinona e tocoferol estão formadas por um anel cíclico e uma cadeia isoprênica o fitil. O fitol em plantas é originado da degradação da clorofila, mas como ainda não existem evidências da presença de clorofila no parasito, sugerimos que este possa ser formada pela degradação do tocoferol e filoquinona. Parte dessa molécula poderia estar ligada a ácidos graxos sendo utilizada como constituinte de membrana, e a outra parte sofreria duas fosforilações, gerando posteriormente as vitaminas E e K1 como uma segunda via de biossíntese desses compostos, assim como ocorre em Arabidopsis thaliana. Por marcações metabólicas com [ 3 H] GGPP e análise por HPLC e TLC confirmamos a presença de fitol nos estágios intraeritrocíticos do parasito. Para caracterizar a atividade fitol quinase, utilizamos [ 3 H]-Fitol como substrato e os NTPs: ATP, CTP, UTP e GTP como doador de fosfato, mostrando que o fitol é convertido para fitil-P e fitil-PP, sendo posteriormente empregado para síntese de vitamina E e K1. Esses resultados ajudam a compreender mais a biologia de P. falciparum, bem como, confirmar a presença de filoquinona e vitamina E no parasito.
doi:10.11606/d.42.2014.tde-18072014-141833 fatcat:u2f75ceq6fctrif7mihpwogsta