TEORIA DA INFLAÇÃO: DO PRINCÍPIO DA DEMANDA EFETIVA À CURVA DE PHILLIPS COM EXPECTATIVAS ADAPTADAS*

Roberto Camps De Moraes
unpublished
Introdução o presente texto aborda, de uma forma aproximadamente cronológica, a evolução e os principais desdobramentos teóricos relacionados à teoria da inflação desde o siu-gimento da teoria keynesiana-kaleckiana até a formulação da versão aceleracionista da curva de Phillips. Ele exclui, portanto, as teorias anteriores-objeto de um outro texto didático'-e as posteriores. A primeira parte tenta descrever os efeitos, no que respeita à teoria da inflação, do surgimento e da aceitação crescente
more » ... a teoria keynesiana-kaleckiana da demanda efetiva. A segunda parte procura reproduzir os argumentos e as discussões referentes à inflação que proliferaram durante o período do pós-guerra (11) até a emergência da curva de Phillips e que foram dominados pela dicotomia inflação de custos "versus" inflação de demanda. A terceira parte apresenta a formulação original da curva de Phillips e alguns dos principais trabalhos que a sucederam. A quarta parte apresenta a crítica principal de Friedman à formulação de Phillips e os desdobramentos posteriores que geraram a introdução das expectativas (adaptadas) no conceito de equilíbrio macroeconômico. Finalmente, o artigo conclui com uma apresentação da versão da curva de Phillips ampliada pelas expectativas. * Este texto é uma versão revisada do Texto para Discussão if 5 (Moraes, 1990b). Ele é parte de um trabalho mais amplo e que consiste na elaboração de uma monografia de natureza didática que apresente, de uma forma abrangente e atualizada os conteúdos referentes à teoria da inflação, O projeto surgiu da constatação da inexistência de um texto didático que se adequasse exatamente à abordagem usada pelo autor nas disciplinas de graduação e de pós-graduação da UFRGS. ** Professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ' As Origens da Teoria Quantitativa da Moeda e de-seus Primeiros Críticos (Moraes, 1990a) do mesmo autor. O presente artigo também exclui as chamadas "teorias estruturalistas" e outros tópicos relevantes, como a versão moderna da teoria quantitativa, a teoria e a prática das hiperinflações, os quais serão objeto de outros trabalhos em elaboração.
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