A história da educação e da pesquisa científica no Brasil

Roberto Araujo de Moraes Freitas, Priscila Bernardo Martins
2019 Panorama brasileiro de tungstênio (w) entre os anos de 2008 e 2014  
RESUMO Aborda-se, no corrente artigo, as transformações históricas da atividade docente no Brasil bem como a sua participação nas pesquisas acadêmico-científicas, considerando desde as influências advindas de religiões herdadas da Europa até as marcas de recursos tecnológicos nas mãos dos usuários domésticos. Este momento é marcado pela transição entre os séculos 20 e 21, representando, portanto, uma desenfreada revolução no setor tecnológico, sendo a internet a principal ferramenta de
more » ... ramenta de comunicação e pesquisa, o que acarretou em um longo processo de adaptação. Faz-se necessário mencionar a dificuldade que há no processo de se isolar o 1 Pós-graduado em docência no ensino superior, graduado em Engenharia de Computação. 2 Doutorado em andamento em Ensino de Ciências. Mestrado em Ensino de Ciências. Especialização em Educação a Distância: Elaboração de materiais, tutoria e ambientes virtuais. Especialização em Pedagogia Empresarial. Graduação em andamento em Matemática. Graduação em Gestão de Recursos Humanos. Graduação em Pedagogia. REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959 https://www.nucleodoconhecimento.com.br RC: 42900 Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/historia-da-educacao conhecimento de sua cultura local, de opiniões e experiências próprias e da bagagem acadêmica com a qual um professor precisa transmitir para o corpo discente, pois este deve compreender que o Brasil registra influências de diversos povos ao redor do mundo, o que fez com que tivéssemos uma cultura tão miscigenada. Em meio a tantas transformações históricas, a atividade de lecionar deve ter suas metodologias constantemente recicladas. Por isso mesmo, este trabalho se torna mais árduo à medida em que o docente sofre com o impacto da rede no mundo, visto que ele é refletido na produtividade e na confiabilidade dos resultados das obras literárias e científicas. Isto comprometerá, para sempre, a relação existente entre conhecimento e informação. Palavras-chave: Tecnologia, pesquisa, educação, confiabilidade. 1. INTRODUÇÃO O exercício de lecionar sempre sofreu alterações sociais, sobretudo de acordo com interesses ideológicos de cada região, seja em virtude de caráter religioso ou político. Da história do Brasil, datada de 1500, é relevante a influência do cristianismo nas primeiras escolas do país, orquestradas pela instituição europeia denominada de Companhia de Jesus. Ao longo dos anos, houve períodos de incentivo assim como de descaso para com os níveis de instrução populacional. Esse desnível é uma realidade que até os dias atuais ainda não foi superada, sobretudo porque é possível conferir um baixíssimo investimento no setor acadêmico bem como em pesquisas científicas, ainda que existam leis que amparem o setor, de certa forma. Lei essa que nasceu no Brasil Império, mais especificamente no governo de D. Pedro I. A referida foi denominada como Lei de Diretrizes e Bases, Lei essa que vem sofrendo, até os dias atuais, alterações ao longo dos governos, sendo a sua versão mais recente datada de 1996. O tradicionalismo educacional, dado por bibliotecas, livros, artigos, editoriais, etc., começa a se transformar no final do século 20 com a aglomeração das informações na Internet. Isso se reflete na dificuldade que os docentes e pesquisadores têm até hoje em se adequar às novas tendências de REVISTA CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR NÚCLEO DO CONHECIMENTO ISSN: 2448-0959 https://www.nucleodoconhecimento.com.br RC: 42900 Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/historia-da-educacao trabalho, pois, na mesma medida em que facilitam o acesso à informação, diminuem, drasticamente, a confiabilidade do conteúdo. 2. Os primeiros registros significativos indicadores da educação brasileira, no sentido acadêmico-escolar, paralelizam-se com a história do país, a contar de seu descobrimento pelo governo de Portugal, oficialmente no ano de 1500. Desde sempre, o acesso à informação e a forma como as pessoas são criadas e educadas no Brasil repercutem na forma como a sociedade se comporta, pois ela é manipulada conforme o desejo da classe dominante. De acordo com Ribeiro (1993), não era interessante para os colonos permitir o acesso à informação aos nativos, uma vez que se tratava de uma estratégia capaz de provocar o choque de culturas e interesses divergentes entre a corte e a população indígena. A proposta, a priori, era fazer com que os indivíduos da massa local colaborassem com o trabalho de forma cega e submissa e tal objetivo foi arquitetado pelos europeus sobre o alicerce da distorção da identidade cultural e religiosa da população brasileira nativa. Por esse motivo, mal tiveram acesso à alfabetização, e, dessa forma, sua cultura foi violentamente adulterada. Durante esse processo, várias nações indígenas foram dizimadas por não se submeterem ao julgo jesuíta. Da Europa, os colonos contaram com o apoio dos jesuítas para disseminar o Cristianismo no Brasil tal como estavam fazendo em diversos países por meio de sua instituição matriz, a Companhia de Jesus. A organização ergueu várias unidades de instrução fundamental no Brasil.
doi:10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/historia-da-educacao fatcat:5f57vawcevgc5lyq6ju5us6mxe