Ser Católico é Ser Exclusivista? Reflexões e Provocações Sobre um Fenômeno "Moderno"

Rodrigo Portella
2013 Mediações: Revista de Ciências Sociais  
RESUMO A Igreja Católica, através do Vaticano ou por meio de vários movimentos de cunho exclusivista, tende, nos últimos anos, a uma afirmação de sua fé de forma mais tradicional, no sentido de resgatar teologias, doutrinas e costumes que a pronunciem com maior vigor diante do campo religioso cada vez mais plural. Este movimento de acentuar doutrinas católicas -às vezes de forma intransigente ou pouco dialogal -representaria um rosto cada vez mais conservador do catolicismo, mostrando a Igreja
more » ... mostrando a Igreja como a única ou máxima detentora da verdade religiosa. Este artigo pretende refletir sobre tal postura recorrendo às ciências sociais (em sua análise do catolicismo, através de literatura sociológica e antropológica) e, ao final, perguntando se é algo essencial à identidade católica algum tipo de exclusivismo. A conclusão: exclusivismos acabam por manifestar seu paradoxo, o de serem versões na pluralidade de interpretações. Palavras Palavras Palavras Palavras----Chave: Chave: Chave: Chave: Catolicismo. Eucaristia. Exclusivismo. Doutrinas. Modernidade. ABSTRACT The Catholic Church, through the Vatican or via various movements of exclusivist nature, has tended to a more traditional form of faith affirmation in recent years, so as to recover theologies, doctrines and mores that may voice faith pithily in face of the increasingly plural religious field. This emphasizing Catholic doctrines movement -sometimes in an uncompromising or not so dialogic form -represents an increasingly conservative side of Catholicism, showing the Catholic Church as the only and utmost owner of the religious truth. This article aims to reflect on such stance by resorting to social sciences (social sciences analyze Catholicism through sociological and anthropological literature), and, at the end, by questioning if any kind of exclusivism is essential to the Catholic identity. Conclusion: exclusivisms end up expressing their paradox of being versions in the plurality of interpretations.
doi:10.5433/2176-6665.2013v18n1p257 fatcat:azp6otdt5zhtvpuugtlxh5pf2a