REVISTA BIBLIOCANTO A IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DO ESPAÇO INCLUSIVO NA BIBLIOTECA CENTRAL ZILA MAMEDE: um depoimento

Vanessa Barbosa Da Silveira
Revista Bibliocanto, Natal   unpublished
1 Ingressei na Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 2002, no curso de Estatística, no processo seletivo normal, naquele momento estava em recuperação de uma cirurgia onde buscava recuperar minha visão, não obtive sucesso no meu olho direito e no olho esquerdo havia recuperado aproximadamente 80%. Consegui realizar as provas do vestibular e fui aprovada. No decorrer do curso os meus problemas visuais foram se agravando de uma forma rápida e progressiva, e as dificuldades em dá
more » ... ades em dá continuidade ao curso foram enormes, fui reprovada em algumas disciplinas, tranquei alguns semestres onde fiquei desnivelada, aquilo me angustiava muito, procurei ajuda com os professores e na coordenação do curso, pois fui perdendo o pouco de visão no qual ainda me restava, sendo assim não mais conseguia enxergar e conseqüentemente estudar. Então a coordenação do curso começou a buscar algum caminho para possibilitar a minha permanência no curso, descobriu o espaço inclusivo da biblioteca central e passei, a partir daquele momento, a ser usuária. Fui muito bem acolhida pelas bibliotecárias em especial a Érica, ajudando na ampliação de alguns textos e no uso do computador; na COMPERVE também com ampliação bibliográfica do livro no qual estava sendo utilizado na época; a PROGRAD com a pessoa de Lucia Santos sempre a disposição e orientando; no curso tive ajuda dos monitores do PETE que foram cedidos pelo tutor professor Formiga, mas com toda esta conquista não foi possível da continuidade ao curso, fiz o possível e o impossível, então eu tinha desistido do curso e da universidade. Entretanto surgiu no projeto incluir, do professor Ricardo Lins, que foi ao meu encontro pela psicopedagoga Ana Leite, que falei da minha angustia por não poder concluir o curso, ela me incentivou a continuar, voltei a universidade toda empolgada, a cada dia ficava mais difícil por ser um curso que precisava muito da visão, daí surgiu uma conversa com o professor Damião, ele me perguntou até um pouco constrangido se não existia algumas possibilidade em pensar em mudar de curso, até ali essa possibilidade não existia, mas passou a existir. Voltei a falar com a coordenadora do curso Iloneide, e ela como uma mãe começou a buscar meios para que eu não saísse da universidade, então entramos com um processo na universidade pra mudar de curso e o processo foi deferido e hoje estou incluída na Universidade Federal do Rio Grande do Norte no curso de pedagogia. Existem ainda muitos desafios a serem trilhados das barreiras arquitetônicas até as barreiras pedagógicas que aos pouco e com as conquistas que já conseguimos, coragem e fé em Deus serão ultrapassadas e a vitória virá.
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