Aspectos epidemiológicos e distribuição dos casos de infecção pelo Schistosoma mansoni em municípios do Estado de Alagoas, Brasil

Thiago José Matos Rocha, Maria Cecília Silva Santos, Marcella Vanessa Moreira de Lima, Cláudia Maria Lins Calheiros, Flaviana Santos Wanderley
2016 Revista Pan-Amazônica de Saúde  
Aspectos epidemiológicos e distribuição dos casos de infecção pelo Schistosoma mansoni em municípios do Estado de Alagoas, Brasil Epidemiological aspects and distribution of infection cases by Schistosoma mansoni in municipalities in the Alagoas State, Brazil Aspectos epidemiológicos y distribución de los casos de infección por Schistosoma mansoni en municipios del Estado de Alagoas, Brasil RESUMO A esquistossomose mansônica é uma doença infectoparasitária de importância em saúde pública no
more » ... aúde pública no Brasil, apresentando-se de forma endêmica no Estado de Alagoas. Desta forma, o estudo teve como objetivo avaliar o perfil epidemiológico relacionado aos casos de esquistossomose em alguns municípios de Alagoas. Foi realizado um estudo de caráter descritivo, com abordagem quantitativa, com dados secundários oriundos do Programa de Controle da Esquistossomose, referente à infecção por Schistosoma mansoni no período de 2010 a 2014. Entre os casos positivos para esquistossomose, observa-se que a frequência em Alagoas foi maior no ano de 2011, apresentando-se com 7,40% de positividade, contudo, em 2014 houve redução para um percentual de 6,22%. Os mais acometidos com essa endemia foram os indivíduos do gênero masculino, totalizando 57,05% dos casos, entre 15 e 49 anos de idade (58,63%). Em relação aos hospedeiros intermediários, a espécie Biomphalaria glabrata foi a predominante nos municípios alagoanos, apresentando-se em 57,92% deles. Conclui-se que é de grande relevância a utilização de medidas no controle dos fatores de risco ambientais e educacionais, na tentativa de reduzir novos casos de esquistossomose nos municípios endêmicos em Alagoas. Palavras-chave: Esquistossomose; Schistosoma mansoni; Epidemiologia.
doi:10.5123/s2176-62232016000200003 fatcat:nrtqucxxpjfejmtve2kp2df5yu