Frutose e Obesidade na Regulação do Apetite pelo S.N.C

José Alves Lara Neto, Durval Ribas Filho
2013 International Journal of Nutrology  
Pesquisa realizada pela Universidade de Yale e publicada no primeiro número do JAMA (Journal Of The American Medical Association) deste ano identifica a frutose como mais um fator capaz de interferir no hipotálamo de maneira diferente de outro açúcar: a glicose. O aumento de frutose foi acompanhado pelo aumento da prevalência de obesidade, e dietas com elevado teor de frutose parecem promover ganho de peso e resistência insulínica. Foi demonstrado que a ingestão de frutose produz menores
more » ... oduz menores aumentos nos hormônios sacietógenos comparada com a glicose. A administração de frutose leva ao aumento da ingestão alimentar em ratos, ao passo que a de glicose leva à saciedade. É certo que a ressonância magnética mostrou diferenças de intensidade do fluxo sanguíneo no hipotálamo; porém mudanças metabólicas e da saciedade são resultados de fatores complexos como reguladores do apetite. Ex. diferentes tipos de alimentos, de acordo à sua composição, e moduladores de diferentes estatus, tanto inibidores como ativadores dessas funções -os neuropepitídeos cerebrais e intestinais. É preciso muita cautela ao estabelecer causas sobre temas tão explorados pela mídia, já que estas viram mitos ou modismos com extrema facilidade e, com o consequente prejuízo para o comportamento alimentar estabelecido culturalmente ao longo de gerações e também da economia geral. Sabemos que a glicose, de acordo ao trabalho da Dra. Kathleen Page e colaboradores, produz mais saciedade à luz da ressonância magnética (desativação mais intensa da área do apetite no hipotálamo). Quando correlacionamos a potente ação fisiológica da insulina temos que avaliar que o seu poder anabólico persistente pode gerar muito mais lipogênese que a simples ingestão de frutose em uma dieta nutrologicamente correta. Em um país, onde as frutas e vegetais carecem de importância cultural nutrológica, ainda competindo com os refrigerantes, é necessário cuidado ao levantar suspeitas sobre alimentos tão necessários à vida.
doi:10.1055/s-0040-1705672 fatcat:sash2ntn75a57jkhyvubgfer4e