O conceito de hábito de pensamento e ação e seu conteúdo intrínseco: mudança, tempo e movimento

Ana Luísa, Souza Soares, Leonardo Xavier Da Silva
unpublished
Resumo: Para as abordagens institucionalistas o tempo importa. O uso da concepção de hábitos de pensamento e ação, pelos seguidores do institucionalismo vebleniano, para explicar a permanência e a estabilidade das instituições, negligencia que essa concepção em si é dinâmica e como tal deve ser empregada na compreensão das mudanças no contexto socioeconômico e histórico-cultural. Esse ensaio se propõe a colocar à prova filosófica a concepção de hábito de pensamento e ação de Thorstein Veblen,
more » ... Thorstein Veblen, através da ontologia do tempo do filosofo francês Henri Bergson. Salientando o quão relevante é esta concepção para a compreensão de processos evolucionários, por ser a mudança intrínseca aos indivíduos que modificam seus modelos sistematizados de interpretação do ambiente. E sendo assim, faz-se uma crítica ao emprego da concepção de hábitos por um dos maiores difusores do institucionalismo vebleniano contemporâneo Geoffrey Hodgson em seu esforço em explicar a estabilidade e perpetuação das instituições e não suas mudanças. Palavras-chave: Hábitos de pensamento; Ontologia do tempo; Institucionalismo Evolucionário. Abstract: For institutionalist approaches the time matters. The use of the conception of habits of thought and action by the followers of the Veblenian institutionalism to explain the permanence and stability of institutions fails to recognize that this conception itself is dynamic, and as such it should be employed in understanding the changes in the socioeconomic and cultural-historical context. This essay aims to put the conception of habit of thought and action of Thorstein Veblen to the philosophical test, from the ontology of time of the French philosopher Henri Bergson. It stresses how relevant this conception is for the understanding of evolutionary processes, as it is the intrinsic change to the individuals that modify their systematic models of interpretation of the environment. And thus, a critique is made to the employment of the conception of habits used by one of the greatest diffusers of the Veblenian institutionalism nowadays, Geoffrey Hodgson, in his effort to explain the stability and perpetuation of institutions and not their changes.
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