Industrialismo e opressão: Simone Weil e a crítica do marxismo Palavras-chave

Michel Suárez, Simone Karl, Marx Marxismo, Russa Revolução, Opressão
unpublished
Resumo Dentro do quadro geral da obra de Simone Weil, as reflexões sobre a persistência da opressão possuem um papel central. Identificada com a mentalidade produtivista e o progresso material impostos pela grande indústria, o cerne da opressão apenas integrou a agenda das diferentes correntes operárias; as fórmulas de mudança radical expostas pelo marxismo foram elaboradas desde o interior da mesma economia política que tinha dado o fôlego inicial à civilização da máquina e a potência máxima.
more » ... a potência máxima. A obra de Marx, tributária de um evolucionismo progressista, operou com as categorias constitutivas da economia política clássica, mas não conseguiu perfurar seu cerco. Por outro lado, a Revolução Russa não só não perseguiu a erradicação da opressão, senão que contribuiu de forma decisiva a semear o espírito de fábrica entre a massa operária. Simone Weil denunciou esta mistificação como um reforçamento do mal que se pretendia combater. Abstract The general framework of Simone Weil work, the reflections on the persistence of oppression have a leading role. Acknowledged with the productivist mindset and material progress imposed by great industry, the issue of oppression only integrated the agenda of different workers' currents; the radical change formulas exposed by Marxism were elaborated from the same political economy that had given the initial need to the civilization of the machine and the maximum power. The analysis of Marx, related a progressive evolution, required with the constitutive categories of classical political economy, but failed on pierce its enclosure. On the other hand, the Russian Revolution not only did not pursue the eradication of oppression, but it contributed decisively to show the spirit factory between the working groups. Simone Weil denounced this mystification as a reinforcement to the evil that was intended to combat. Em defesa de SIMONE WEIL contra seus admiradores Em 1951 Theodor W. Adorno escreveu "Em defesa de Bach contra seus admiradores", uma diatribe na que acusava a certos adoradores do gênio alemão de se terem apegado à sua figura em busca de uma autoridade que lhes assegurasse segurança de juízo intelectual, devido à sua perda de referentes teóricos e à sua carência de autodeterminação. "Essas pessoas espetava o pensador alemão, apreciam a ordem da
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