Impact of information technology on the classic environment: short- and long-term perspectives in Portugal and the European arena
O impacto das tecnologias de informação no ambiente clássico: perspectiva de curto e médio prazo em Portugal e no espaço Europeu

P G De Oliveira, J M Leitão
1989 Acta Médica Portuguesa  
A invasdo do mundo médico por sistemas electrónicos, entrou já de tal modo nos hábitos, que se tornou pratica mente despercebida. Mesmo os computadores, às vezes de modo visível e noutras escondidos em aparelhos, são hoje quase uma trivialidade. Pois bem, o futuro exigirá um cresci mento exponencial em capacidades, quer instaladas quer operacionais: a imagem será digital e o arquivo magnético ou óptico; o diagnóstico será assistido por sistemas que quantifiquem o mais possível os dados e que
more » ... l os dados e que analisem as alternativas com apoio em bases de dados e conhecimentos; as comunicações locais e remotas farão parte do quotidiano; etc. Neste contexto a importância do médico cresce em vez de diminuir; mas para isso há que ser capaz de integrar os siste mas e a informação, há que viabilizar equipas conjuntas e multidisciplinares baseadas no conhecimento e confiança mútua; há que libertar o acto clínico do peso ou da depen dência das mdquinas, assegurando que elas funcionarão de modo tránsparente. Nos países mais avançados e de modo geral na Europa, isto será já bem estabelecido e aceite, e os programas na área têm vindo a desenvolver-se com enorme despertar de inte resse e impacto: há acções que interessam ao sector médico no ESPRIT e no RACE mas há sobretudo os programas específicos COMAC-BME e AIM. E em Portugal? Talvez não seja muito conhecido da comu nidade médica o que já tem sido feito a nível local, a nossa participação activa nos programas comunitários, e o modo como perspectivamos a nossa intervenção futura, no sentido da contribuição que, do lado da engenharia, sabemos e podemos dar. O que há a fazer é escolher e tomar decisões: até onde queremos chegar? Que independência tecnológica e de conhecimentos ambicionamos? Podemos optar pela recusa tecnológica a nível hospitalar? E se não, que jovens estaremos a preparar, capazes de a absorver e gerir? Pedido de Separatas:
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