Entre índios e boleiros no Peladão Indígena

Rodrigo Valentim Chiquetto
2014 Ponto Urbe  
This text was automatically generated on 2 octobre 2016. © NAU 3 No entanto, logo que chegamos à capital manauara percebemos como seria difícil delimitar, precisamente, quem seria ou não indígena. Manaus é uma cidade extremamente cosmopolita e heterogênea. Bastava uma rápida circulada por suas ruas para reparar nas tantas pessoas com feições indígenas, mas também naqueles com sotaque nordestino, sulista, paulista, carioca, para não dizer dos estrangeiros, como os europeus e norte-americanos -os
more » ... gringos -, além dos chineses com seus restaurantes e dos japoneses com suas lojas de variedades. Entre índios e boleiros no Peladão Indígena Ponto Urbe, 14 | 2014 1 4 Resolvemos, então, procurar de forma mais direcionada pelos índios, que tantos diziam saber que por lá viviam, mas que quase ninguém conhecia: visitamos a Universidade Federal da Amazônia, a FUNAI, o Museu do Índio e até mesmo uma comunidade que se autodeclarava da etnia Tikuna, localizada no bairro Cidade de Deus, na periferia da cidade. Nesta comunidade fomos recebidos com muita desconfiança, uma vez que a liderança local dizia não querer manter relações com acadêmicos, pois os visitavam, perguntavam, incomodavam e depois nunca mais apareciam com qualquer tipo de retorno positivo para o grupo -nem mesmo com o resultado final de suas pesquisas. 5 Entre índios e boleiros no Peladão Indígena Ponto Urbe, 14 | 2014 INDEX Palavras-chave: antropologia urbana, etnologia urbana, lazer, futebol, índigena
doi:10.4000/pontourbe.1618 fatcat:f7l4pwbli5dihi3aaatfzvwhte