UM ESTUDO DE CONFORTO E DESCONFORTO TÉRMICO PARA O MATO GROSSO DO SUL

Amaury De Souza, Hamilton Germano Pavão, Giancarlo Lastoria, Sandra Gabas, Guilherme Cavazzana, Antonio Conceição, Paranhos Filho
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Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar as condições de clima do Mato Grosso do Sul, por meio do índice de temperatura e umidade (ITU), e apresentar o zoneamento bioclimático relacionado ao conforto térmico. Os valores de ITU foram estimados a partir de dados de temperatura e umidade relativa do ar para o período de 1979 a 2008. Quatro intervalos de ITU foram usados para classificar o desempenho humano (ITU<74: conforto; 74≤ITU<79: quente; 79≤ITU<84: muito quente, e ITU>84: extremamente
more » ... >84: extremamente quente), e dois intervalos para classificar a produção animal (79≤TU<84: perigoso e ITU>84: emergência). Conclui-se que o clima predominante revela uma alternância de duas estações ao longo do ano, verão quente e úmido e inverno seco, com temperaturas mais amenas. Os resultados mostraram maior risco de desconforto térmico no período de outubro a abril, comparado ao período entre maio e setembro. O período mais crítico ocorreu entre dezembro e março, apesar de se ter observado que para valores de ITU entre 77,9 e 83,9, humanos e animais, podem sofrer algum grau de estresse térmico durante as horas mais quentes do dia, afetando ambos negativamente. Palavras-chave: Ambiente térmico. Zoneamento bioclimático. Temperatura. Umidade relativa. ______________________________________________________________________________ 1 Introdução Quando se pretende discutir o conforto térmico urbano, estamos nos referindo ao clima urbano que, segundo Monteiro (1976, p.10), se define como "[...] um sistema que abrange o clima de um dado espaço terrestre e sua urbanização. É um mesoclima que está incluído no macroclima e que sofre, na proximidade do solo, influências microclimáticas derivadas dos espaços urbanos". Segundo Fanger (1970), o conforto térmico é uma condição da mente que expressa a satisfação do indivíduo com o ambiente térmico. Nesse sentido, o conforto térmico pode ser analisado como sendo as trocas térmicas que dependem de vários fatores, sejam eles ambientais e/ou pessoais, comandados por processos físicos. O clima é um dos principais fatores que afetam a produção animal, sendo estratégico o seu conhecimento para o projeto de instalações e de sistemas de arrefecimento e para o manejo dos animais. Assim, para que os animais possam exprimir todo o seu potencial produtivo, torna-se necessário considerar a interação entre genética, nutrição, sanidade e ambiente térmico. O ambiente térmico, geralmente, engloba os efeitos da radiação solar, temperatura (t ar), umidade relativa (UR) e velocidade do vento (v) (FALCO, 1997; BAETA; SOUZA, 1997), sendo a combinação t ar-UR a principal condicionante para conforto térmico. Entretanto, enquanto a ambiência animal tem recebido grande atenção por parte dos pesquisadores, poucos estudos têm sido conduzidos com relação à ambiência do trabalhador rural. Embora se saiba que altos valores de t ar e UR resultam em desconforto térmico, geralmente prejudicial para os seres humanos, muito
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