Atenção e comportamento inibitório em adolescentes com diabetes tipo 1 [thesis]

Jullyanna Shinosaki
AGRADECIMENTOS Aos meus pais, que nunca pouparam esforços para que eu atingisse meus objetivos e me realizasse como pessoa e como profissional. Se tivessem tido as oportunidades que tive, certamente teriam recebido algum Prêmio Nobel. Ao meu marido Gustavo, motivação certa, carinho, risadas, chá e chocolate quente nos piores momentos de desalento, cansaço e desespero. Melhor companhia para comemorar a bonança após as tempestades. Ao Dr. Paulo, inspiração para mim desde a graduação como médico e
more » ... professor. Toneladas de sabedoria em um "velhim". À Dra Maria Luiza Mendonça Pereira Jorge, companheira inseparável do Mestre, coorientadora informal, que conheci depois da graduação e aprendi a respeitar e admirar. Ao Prof. Joaquim, uma grata surpresa neste caminho interdisciplinar. Dedicado, disponível, paciente, cheio de ideias e bom humor. À Banca, que dedicou o seu tempo a esta leitura e à Defesa. Aos amigos, que ajudaram direta e indiretamente com boas vibrações e adiamento de encontros. Aos funcionários do Centro Municipal de Atenção ao Diabético, em especial ao Dr. Eliani Maria Rodrigues, pela disposição e presteza. Aos preceptores do Ambulatório de Pediatria da UFU, em especial à Dra Débora Cristiane Gomes, pela disponibilidade e pela cuidadosa leitura do artigo desta dissertação. À Lorena Barbosa Cunha Macedo, sempre disponível, ágil e competente para me auxiliar. Aos pacientes e seus pais, que se prontificaram em nos auxiliar em meio às suas tantas preocupações nos dias de consulta. "Acho que damos pouca atenção àquilo que efetivamente decide tudo na nossa vida, ao órgão que levamos dentro da cabeça: o cérebro. Tudo quanto estamos por aqui a dizer é um produto dos poderes ou das capacidades do cérebro: a linguagem, o vocabulário mais ou menos extenso, mais ou menos rico, mais ou menos expressivo, as crenças, os amores, os ódios, Deus e o diabo, tudo está dentro de nossa cabeça. Fora de nossa cabeça não há nada". José Saramago RESUMO Introdução: o Diabetes Mellitus é uma epidemia mundial de incidência crescente e alta morbi-mortalidade. Apesar de a neuropatia diabética ser a complicação neurológica mais comum, é crescente o conhecimento de que existe um acometimento do sistema nervoso central, notadamente no que concerne às alterações cognitivas. Objetivos: investigar, por meio de duas tarefas cognitivas objetivas, simples, rápidas, de baixo custo e de fácil aplicação, diferenças entre pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) e controles quanto a medidas de atenção e impulsividade, componentes-chave das funções executivas tradicionalmente avaliados por questionários subjetivos, longos, de difícil reprodutibilidade e que exigem psicólogos treinados; correlacionar as diferenças encontradas com características clínicas; explorar as correlações entre as duas tarefas. Métodos: Foram comparados os desempenhos de 20 pacientes com DM1 e 20 controles, de ambos os sexos, com idades entre 12 e 15 anos, utilizando a tarefa Agir-Não Agir e uma tarefa de Labirintos, e verificadas correlações entre eles. Resultados: o grupo DM1 teve mais respostas antecipatórias (RA) na tarefa Agir-Não Agir (p <0,05) e fez mais mudanças de trajetória nos Labirintos (p <0,01). Houve correlação entre hipoglicemias não-graves e RA (p=0,01), e entre hipoglicemias graves e número de toques nas paredes dos labirintos (p <0,05). HbA1c> 9% correlacionou-se com um maior número de becos sem saída nos labirintos (p <0,05). Os parâmetros mostraram-se coerentes dentro de cada tarefa e entre elas. Conclusões: Encontramos indicadores de desatenção e impulsividade coexistindo no DM1, o primeiro estando mais relacionado à hiperglicemia, e o último à hipoglicemia. Investigações adicionais são necessárias para estudar o declínio cognitivo associado ao diabetes por meio de avaliações mais objetivas, e avaliar a confiabilidade e as propriedades psicométricas das tarefas aqui propostas. Palavras-chave: atenção. Impulsividade. Cognição. Tarefa Agir-Não Agir. Tarefa de Labirintos; Diabetes mellitus tipo 1 ABSTRACT Background : Diabetes Mellitus is a worldwide epidemic of increasing incidence and high morbidity and mortality. Although diabetic neuropathy is the most common neurological complication, the knowledge that there is an involvement of the central nervous system is increasing, especially in relation to cognitive changes. Aims: To investigate with two simple, inexpensive, rapid, objective and easy-to-apply tasks, differences between patients with Type 1 Diabetes Mellitus (T1DM) and controls in outcome measures of attention and impulsivity, key-executive function components traditionally assessed by subjective and long questionnaires of difficult reproducibility that require trained psychologists; to correlate the alterations with clinical characteristics; to explore correlations between the tasks. Methods: We compared the scores of 20 T1DM to 20 controls, both sexes, aged 12 to 15 years, using a Go-NoGo and a Maze task, and verified correlations between them. Results: T1DM group had more anticipatory answers (AA) in Go-NoGo task (p<0,05) and made more direction changes in Mazes (p<0,01). There was correlation between non-severe hypoglycaemias and AA (p=0,01), and between severe hypoglycaemias and number of touches in Mazes' walls (p<0,05). HbA1c>9% correlated to a greater number of alleys in Mazes (p<0,05). The tasks' parameters were coherent among each task and between them. Conclusions: We found indicators of inattention and impulsivity coexisting in T1DM, the first more related to hyperglycaemia and the later to hypoglycemia. Further research is needed to study diabetes-associated cognitive decline with more objective parameters and evaluate the reliability and psychometric properties of the tasks herein proposed.
doi:10.14393/ufu.di.2016.472 fatcat:tofduxonujd63kpxt4a5yfoedq