Miguel Pereira (1932-2014)

Ubyrajara Gilioli
2014 Pós: Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP  
Venho do fundo das Eras, Quando o mundo mal nascia, Sou tão antigo e tão novo, Como a luz de cada dia." (Mário Quintana) Estes versos do poeta e conterrâneo Mário Quintana, tantas vezes relembrados por Miguel Pereira, ilustram, como se fosse um contraponto, a sua própria presença e atuação entre nós arquitetos, junto a nossas lutas e realizações. Ele tinha o passado como amigo, como nos conta em seu livro "Arquitetando a Esperança". Mas tinha também a ideologia, que começara a forjar desde sua
more » ... legrete natal, e que o iria guiar para sempre em direção ao futuro. Tornou-se, assim, um líder, um tribuno incisivo e apaixonado, iluminando a política e os caminhos do nosso IAB, o Instituto de Arquitetos do Brasil. Miguel descobriu a Arquitetura em sua militância, desde muito cedo, na Juventude do Partido Comunista Brasileiro, o PCB do "Cavaleiro da Esperança". Foi lá que ouviu falar em Oscar Niemeyer, em sua importância e prestígio, o que o acabou levando ao vestibular de arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ali graduou-se e iniciou sua carreira de arquiteto e professor, compromissado com as grandes questões da política educacional. Ainda em Porto Alegre, participou do projeto da Refinaria Alberto Pasqualini, da Petrobrás, e depois, em Brasília, do projeto da Biblioteca Central da UnB. Em Brasília lecionou, atuou na Ceplan e dirigiu a FAU-UnB.. Foi presidente nacional do IAB em três gestões e vice-presidente da UIA, a União Internacional de Arquitetos. Miguel pereira Fonte: Divulgação;
doi:10.11606/issn.2317-2762.v21i35p272-273 doaj:e245947243a6476f98b8c0cbac4ab543 fatcat:zgk6co4ntzau3ec5pwj4phcaim