Uma prática antropológico-terapêutica no (e com o) acaso: o trabalho de campo em questão [chapter]

Carolina TAMAYO, Diego de Matos GONDIM
2020 Uma historiografia terapêutica do acaso  
Ceux qui n'ont pas été pris, ils ne peuvent parler Jeanne Favret-Saada (1977) O trabalho de um antropólogo, a despeito do tema declarado, tende a ser uma expressão de sua experiência de pesquisa, ou, mais precisamente, do que a experiência de pesquisa faz a ele. Clifford Geertz (1968) Os tonos que compõem este capítulo são como intervalos de uma nota musical, expressando intensidades de frequências de tensões e repousos entre eles. Assim sendo, eles podem ser perscrutados um a um, fazendo
more » ... a um, fazendo vibrar suas intensidades internas ou em comunicação uns com os outros, fazendo vibrar todas as intensidades de uma só vez, formando, então, uma escala musical. Nota ao leitor Tono I -Aberturas O trabalho de campo e a prática etnográfica têm sido discutidos de forma abrangente nas áreas de Educação e de Educação Matemática nos últimos anos. Ainda que na segunda de forma mais tímida, de um ponto de vista geral, estas discussões consideram as diversas interlocuções que, tanto a Educação quanto a Educação Matemática, vêm historicamente estabelecendo com a Antropologia e a Sociologia, tendo em conta que o trabalho de campo e a prática etnográfica se tratam de uma atividade de investigação e produção de dados habitual destas áreas de pesquisa 1.
doi:10.29388/978-65-86678-51-2-0-f.273-296 fatcat:hyhmd7euczhqzopgoigbumdgu4