TIPIFICAÇÕES DAS VIOLÊNCIAS SEXUAIS COMETIDAS CONTRA ADOLESCENTES RESIDENTES NA CIDADE DE SÃO PAULO

Cintia Leci Rodrigues, Gabrielle Maria Silva Wolff, Karine Moreira Queiroz Cavalcanti, Thayane De Sousa Rodriguez Doratiotto
2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana  
A violência doméstica contra crianças e adolescentes é um fenômeno prevalente na história da civilização ocidental, sendo construída socialmente, fundada em crenças, valores, padrões e permissíveis de determinada época e cultura, representando um grande problema de saúde pública. Objetivo: Verificar o perfil epidemiológico das violências sexuais acometidas contra adolescentes residentes na cidade de São Paulo. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal e descritivo. A busca dos dados foi
more » ... ca dos dados foi realizada através do Sistema de Informação e Vigilância de Violências e Acidentes (SIVVA) da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS/SP). O período pesquisado corresponde o período de janeiro de 2018 até março de 2020. Variáveis utilizadas foram o número total de casos, sexo, idade em anos, casos de estupro, exploração sexual, assédio sexual, opção sexual, adolescente transexual, ambiente onde ocorreu a violência e quem executou a violência, em adolescentes dos 10 aos 19 anos, residentes em São Paulo. Resultados e discussão: De acordo com os dados levantados, obtivemos 2559 casos de violência sexual nos últimos 28 meses, com a prevalência de 57% na faixa etária de 10 aos 14 anos e 43% dos 15 aos 19 anos, na qual a variável estupro compreendeu o valor de 1610 casos nas adolescentes heterossexuais, homossexuais e transexuais. Para todas as variáveis, o local com maior número de violências cometidas foi a residência, e o principal agressor foi a variável "desconhecidos". Conclusão: Os números ainda permanecem em constante crescimento, mesmo com as subnotificações pelos profissionais da saúde que muitas vezes não sabem como lidar com este adolescente e temem pela sua exposição, não notificando a violência de forma correta.
doi:10.35919/rbsh.v31i1.317 fatcat:kg5limbr7vbjneeynvleyvfhfq