AVALIAÇÃO DOS MODELOS DE EMISSÃO 3BEM E 3BEM_FRP NO ESTADO DE RONDÔNIA

Francielle da Silva Cardozo, Gabriel Pereira, Guilherme Augusto Verola Mataveli, Yosio Edemir Shimabukuro, Elisabete Caria Moraes
2015 Revista Brasileira de Cartografia  
As queimadas consomem grandes quantidades de biomassa e são consideradas como uma importante fonte de emissões de gases traços e aerossóis para a atmosfera, fatores que causam a modificação das características físico-químicas e biológicas da superfície terrestre e do sistema climático, além de alterar o balanço de energia atmosférico, ocasionando variações no clima local, regional e global. Assim, o objetivo deste trabalho consiste na avaliação dos inventários de emissão de CO pelos modelos
more » ... ilian Biomass Burning Emission Model (3BEM) e Brazilian Biomass Burning Emission Model with Fire Radiative Power (3BEM_FRP), obtendo-se, desta forma, o indicativo da superestimava e subestimativa das emissões originadas pelos modelos no estado de Rondônia. Esta avaliação foi realizada a partir dos dados de biomassa viva acima do solo provenientes de SAATCHI et al., 2009 e dos inventários de área queimada originados a partir do mapeamento em imagens dos produtos MOD09GA e MOD09GQ do sensor Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) no período de 2000 a 2011. Os resultados indicam que, para todos os anos analisados, o modelo 3BEM apresentou uma considerável superestimativa nos dados de CO, que girou em torno de 50%. Presume-se que a superestimativa dos dados de CO em áreas de floresta ocorre devido à contabilização do número de focos de queimadas mesmo nos dias em que a queimada já ocorreu e a biomassa diminuiu, e nas áreas de pastagem e de cerrado, que possuem uma quantidade menor de biomassa, possivelmente ocorre a contabilização repetida dos focos ao longo dos dias, sem levar em consideração a modificação na biomassa. Por outro lado, o modelo 3BEM_FRP apresentou resultados mais semelhantes comparados com os dados de referência, apresentando pequenas superestimativas na emissão do CO, em torno de 5%, denotando um melhor desempenho.
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