Influência da película adquirida e do momento da aplicação da solução de AmF/NaF/SnCl2 na progressão da lesão de erosão em esmalte [thesis]

Camila Vieira da Silva
À minha orientadora, Profa. Dra. Patricia Moreira de Freitas, minha inspiração profissional. Ao longo destes 7 anos sendo sua aluna, entre Graduação, Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado, pude aprender imensamente contigo. Agradeço não só pela orientação deste trabalho e por todos que realizei sob sua orientação, mas também por sempre acreditar no meu potencial, pelo seu incentivo em buscar novos conhecimentos e principalmente por me ensinar que não devemos encarar os contratempos como
more » ... ontratempos como problemas e sim como desafios. A jornada acadêmica ao seu lado me proporcionou oportunidades, diversos artigos publicados, conhecer outros ambientes acadêmicos e professores nacionais e internacionais, participações em eventos, viagens, tudo isso porque você sempre confiou e acreditou em mim. Obrigada pela confiança e carinho de sempre. AGRADECIMENTOS À Universidade de São Paulo, representada pelo Reitor, Prof. Dr. Marco Antônio Zago. O ambiente deste campus me proporciona hospitalidade e tranquilidade desde que ingressei em 2009, como aluna de graduação. À Faculdade de Odontologia de São Paulo -FOUSP -representado por seu Diretor, Prof. Dr. Rodney Garcia Rocha. Esta tem sido minha segunda casa desde a graduação, agradeço não só pela minha formação como dentista, profissão com a qual tenho grande dedicação e amor, mas também por todas as oportunidades que esta casa me proporcionou. Tenho orgulho imenso de ser filha da FOUSP. Ao departamento de Dentística, representado pelo chefe do departamento, Prof. Dr. Giulio Gavini. Agradeço pela infraestrutura que é disponibilizada aos alunos deste departamento. Aos professores do Departamento de Dentística por todos os ensinamentos transmitidos a mim. Em especial à Profa. Dra. Eliza Maria Agueda Russo, por tudo que aprendi acompanhando por 3 anos a clinica da disciplina de Dentística IV e pela oportunidade de auxiliar em seu curso de atualização. E à Profa. Dra. Ana Cecília Côrrea Aranha, por ser uma inspiração como docente e como profissional. À Profa. Dra. Cecília Pedroso Turssi, da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, meus mais sinceros agradecimentos. Agradeço por, além de abrir as portas do seu laboratório, toda a ajuda, humildade e disponibilidade em me ajudar em diversas etapas da minha pesquisa. Acredito que você não faça ideia do quanto, mas eu sei o quanto você foi importante na minha jornada acadêmica e por isso sou muito grata. À Profa. Dra. Taís Scaramucci, por todas as sugestões que fez em meus trabalhos. Sou muito grata por contar com você em todas as minhas bancas, por sempre trazer ótimas colocações e ideias. Agradeço por toda a sua disponibilidade comigo. Aos funcionários do Departamento de Dentística, da secretaria de Pós-Graduação e da Biblioteca da FOUSP, pela disponibilidade e pelo profissionalismo. Em especial à Silvana, por toda a organização que você trouxe ao laboratório de pesquisa, por todas as conversas entre os experimentos e por todo o carinho que você tem com os alunos. E à Selminha, por sempre ser solicita e ajudar quando precisei. À todos os colegas de Pós-graduação, pelas experiências compartilhadas e por tornar os dias no laboratório mais agradáveis. Em especial à Raquel, com quem minha amizade só cresceu ao longo da pós, que me apoia, incentiva e aconselha em todos os momentos. Ao Vinícius, meu amigo melancia, que aos poucos fui descobrindo quão parecidos nós somos, e por isso nos damos tão bem. E à Miriam, que foi uma grata surpresa ao final do Doutorado, seu carinho fez toda a diferença. Às minhas queridas alunas de mestrado, Yael e Juliane. À Yael, pela incrível dedicação e comprometimento, por todas as palavras de incentivo e toda a ajuda que você me deu nas etapas experimentais. À Ju, pela paz que você transmite, pelo seu comprometimento e pela sua disposição em sempre querer ajudar. Vocês foram as melhores alunas que eu poderia pedir. Às amigas que foram da pós-graduação pra vida, Taís, Thayanne, Renata, Giovana e Andreia. Taís, fizemos uma dupla incrível durante toda a pós, minha companheira de viagens, de laboratório, de artigos, de músicas e de risadas. Thayanne, você sempre tão altruísta, me ensinou muito durante meu mestrado, ensinamentos que levo sempre comigo e que pude passar para frente no Doutorado. Renata, pelo seu companheirismo e solidariedade que teve comigo durante os períodos mais difíceis. Giovana, que foi uma grande inspiração, em dedicação e competência. Andreia, sempre admirei como você se divide em mil, e ainda assim consegue ser incrivelmente boa em tudo. "O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia após dia." Robert Collier RESUMO da Silva CV. Influência da película adquirida e do momento da aplicação da solução de AmF/NaF/SnCl 2 na progressão da lesão de erosão em esmalte [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia; 2019. Versão Corrigida. Considerando que a capacidade protetora da película salivar adquirida em erosão dental pode ser influenciada por diversos fatores, e que a característica da película adquirida pode modificar a deposição de sais na superfície do esmalte dental, é importante avaliar se sua presença é capaz de influenciar a eficácia da solução de AmF/NaF/SnCl 2 no controle da erosão dental. A primeira etapa do estudo, in vitro, teve como objetivo obter um protocolo simplificado de formação da lesão erosiva em esmalte dental humano, variando a concentração do ácido, frequência e duração das imersões erosivas. Para tanto, 64 amostras de esmalte dental humano foram divididas em 8 grupos experimentais (n=8), de acordo com a ciclagem proposta: G1 ácido cítrico 0,5%, 3x/dia, 2 min; G2 -ácido cítrico 0,5%, 6x/dia, 2 min; G3ácido cítrico 0,5%, 3x/dia, 5 min; G4 -ácido cítrico 0,5%, 6x/dia, 5 min; G5ácido cítrico 1%, 3x/dia, 2 min; G6 -ácido cítrico 1%, 6x/dia, 2 min; G7ácido cítrico 1%, 3x/dia, 5 min; G8 -ácido cítrico 1%, 6x/dia, 5 min. A variável de resposta foi a perda de tecido mineral (em µm) por meio de perfilometria óptica. Anova 1-fator mostrou que houve diferença estatística entre os grupos, (p˂0,01) e Tukey mostrou que apenas G2 e G3 foram semelhantes e todos os demais grupos diferiram entre si. Sendo assim, foi escolhida para a etapa in situ a ciclagem considerada mais simples, semelhante ao G7, mas que mantivesse o padrão de lesão erosiva avançada. A segunda etapa do estudo, in situ, foi delineada para avaliar se a película adquirida e o momento da aplicação interferem na ação da solução de AmF/NaF/SnCl 2 no controle da erosão. Doze participantes, utilizando um dispositivo removível inferior bilateral contendo 2 amostras de esmalte dental humano, participaram deste estudo in situ, cruzado, duplo cego, dividido em 3 fases de 5 dias cada (boca dividida). Cento e quarenta e quatro amostras de esmalte dental humano (3 X 3 X 1 mm), obtidas a partir de terceiros molares hígidos, foram divididas nos 6 grupos experimentais (n = 12): G1sem tratamento, com presença de película adquirida; G2sem tratamento, sem presença da película adquirida; G3 -Aplicação da solução de AmF/NaF/SnCl 2 previamente à 1ª imersão ácida diária, com presença de película adquirida; G4 -Aplicação da solução de AmF/NaF/SnCl 2 previamente à 1ª imersão ácida diária, sem película adquirida; G5 -Aplicação da solução de AmF/NaF/SnCl 2 logo após a 1ª imersão ácida diária, com presença de película adquirida; G4 -Aplicação da solução de AmF/NaF/SnCl 2 logo após a 1ª imersão ácida diária, sem película adquirida. Desafios erosivos (ácido cítrico a 1,0%, pH 2,3, 4x5 min/dia, intervalos de 1,5h) e remoção da película adquirida (2% de Dodecil Sulfato de Sódio) foram realizados extraoralmente, enquanto o bochecho foi realizado intraoralmente (30 seg). A perda tecidual foi determinada por perfilometria óptica (n = 12) e alterações morfológicas por microscopia eletrônica de varredura (n = 3). Os dados foram analisados estatisticamente por ANOVA 2-fatores para blocos casualizados com posterior comparação pareada dos tratamentos através do teste de Tukey (α=5%). Não houve interação significativa entre as variáveis independentes "Tipo de Tratamento" e "Película Adquirida" (p = 0,211). Considerando o fator principal "Tipo de Tratamento", quando comparado ao grupo sem tratamento, o desgaste do esmalte foi estatisticamente menor com a aplicação de solução de estanho (p <0,001), independentemente de ter sido aplicado antes ou após a 1ª imersão ácida diária, seja em presença ou ausência de película. Portanto, a presença de película adquirida e o momento de aplicação da solução de AmF/NaF/SnCl 2 não influenciaram a sua capacidade de controlar a erosão em esmalte dental no presente modelo experimental. Palavras-chave: Erosão Dental. Solução de AmF/NaF/SnCl 2 . Estanho. Película Adquirida. Esmalte Humano. ABSTRACT da Silva CV. Influence of the acquired pellicle and the moment of application of the AmF/NaF/SnCl 2 solution in the prevention of in situ erosion in human enamel [thesis]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia; 2019. Versão Corrigida. Considering that the protective ability of the salivary acquired pellicle under dental erosion can be influenced by several factors, and that the characteristics of the present pellicle can modify the deposition of salts on the surface of the dental enamel, it is possible that the salivary acquired pellicle can influence the effectiveness of the solution of AmF/NaF/SnCl 2 against erosion. The first stage of this study, in vitro, aimed to obtain a simplified protocol for the formation of erosive lesion in human dental enamel, varying acid concentration, frequency and duration of erosions. For this, 64 samples of human dental enamel were divided into 8 experimental groups (n = 8), according to the proposed cycling: G1 -0.5% citric acid, 3x/day, 2 min; G2 -0.5% citric acid, 6x/day, 2 min; G3 -0.5% citric acid, 3x/day, 5 min; G4 -0.5% citric acid, 6x/day, 5 min; G5 -citric acid 1%, 3x/day, 2 min; G6 -citric acid 1%, 6x/day, 2 min; G7 -citric acid 1%, 3x/day, 5 min; G8 -citric acid 1%, 6x/day, 5 min. The response variable was the loss of mineral tissue (in μm) by means of optical profilometry. One-way ANOVA showed that there was a statistical difference between the groups, and Tukey showed that only G2 and G3 were similar and all the other groups differed from each other. Thus, the cycling considered simpler, similar to G7, was chosen for the stage in situ, adding erosive immersion to the protocol. The second stage of the study, in situ, was designed to assess whether the acquired pellicle and moment of application interfere with the action of AmF/NaF/SnCl 2 solution in erosion control. Twelve volunteers were required for this 3-phase, randomized, split-mouth, cross-over model. Six treatment protocols were tested using human enamel samples in replicas: G1 -without treatment, with the presence of acquired pellicle; G2 -without treatment, without acquired pellicle; G3 -AmF/NaF/SnCl 2 solution prior to the first daily acid immersion, with acquired pellicle; G4 -AmF/NaF/SnCl 2 solution prior to the first daily acid immersion, without acquired pellicle; G5 -AmF/NaF/SnCl 2 solution after the first daily acid immersion, with
doi:10.11606/t.23.2019.tde-07012020-191410 fatcat:b3vmim2mtfeyvnq7k3f32pni4e