Quimeras periclinais diplóldes-tetraplóides surgidas em forma de variações somáticas em Citrus

H. B. Frost, C. A. Krug
1944 Bragantia  
A investigação atrás relatada trata da natureza citológica de um mutante somático que se originou num enxêrto de tangerina híbrida (King x Dancy). Do ramo mutante obtiveram-se vários enxertos que foram comparados com outros enxertos procedentes da parte normal da árvore. Os resultados de uma detalhada investigação indicam que os enxertos procedentes de ramo mutado se compõem, no mínimo, de dois tipos de constituição quimérica : um é 2n-4n-4n, respectivamente, para a primeira, segunda e terceira
more » ... segunda e terceira camada geratriz, e outro 2n - 4n-2n, para as mesmas camadas. Admitindo-se a existência de 3 camadas geratrizes em Citrus, demonstrou-se que a primeira camada geratriz forma a epiderme, a segunda todo o tecido das fôlhas (com exceção da epiderme), os micros-porocitos e, no mínimo, uma parte do córtex de brotos vegetativos novos, e a terceira o procâmbio, câmbio e a medula do caule. As contagens do número de cromosômios em pontas de raízes de estacas dessas duas quimeras demonstraram que tais raízes, pelo menos, quando se derivam de um calo, têm origem na terceira camada geratriz. Comparações do tamanho de estornas de fôlhas maduras, de diferentes plantas, indicam que as diferenças de tamanho, mesmo quando estatìsticamente significantes, não são sempre relacionadas com diferenças no número de cromosômios na epiderme. Os enxertos destas duas quimeras diferem consideràvelmente no seu hábito de crescimento; os que possuem uma terceira camada geratriz diplóide têm um hábito de crescimento normal (ereto), possuindo os outros uma terceira camada tetraplóíde, sendo baixos e de copa larga. Êste fato sugere que a terceira camada exerce um papel considerável na determinação do hábito de crescimento das árvores. Ambas as quimeras são pouco produtivas, o que é típico para os tetraplóides de Citrus.
doi:10.1590/s0006-87051944000200005 fatcat:zlhr3d2znvfsxowfghxhn63hwe