Mestres estrangeiros; operariado nacional : resistências e derrotas no cotidiano da maior fábrica têxtil do rio de janeiro (1890 - 1920) [thesis]

Carlos Molinari Rodrigues Severino
Dedico este trabalho aos meus pais, Silvia e Erivan, que sempre me apoiaram. Agradecimentos Gostaria de agradecer a quem muito me ajudou na confecção desta dissertação. À minha Orientadora, professora Teresa Marques, que demonstrou grande interesse e conhecimento no assunto, sempre sugerindo leituras, opinando, corrigindo e guiando a pesquisa, com toda a sua experiência acadêmica. Sem os seus conselhos e a sua atenção, seria impossível organizar este trabalho. Ao sr. Benevenuto Rovere, grande
more » ... to Rovere, grande amigo do Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos, em Bangu, que, desde que eu era menino, sempre me permitiu o acesso aos arquivos, às fotografias, permitindo que eu pesquisasse inicialmente o clube de futebol e, posteriormente, a vida social do bairro. Muitas das fotos aqui reproduzidas pertencem ao acervo desta instituição de memória. Além disso, ainda me emprestou o livro Rio de Janeiro operárionatureza do Estado, conjuntura econômica, condições de vida e consciência de classe, que foi de grande utilidade. Ao jovem historiador Pedro Henrique Soares Santos que, ainda na época da graduação, quando regressava de Campinas, me presenteou com o livro Cadernos Arquivo Edgard Leuenroth -Imigração, volume 15, nº 27, de conteúdo bastante relevante para esta pesquisa. Ao também historiador Nei Jorge dos Santos Júnior, que me enviou a sua dissertação de mestrado, impressa em formato de livro A construção do sentimento local: o futebol nos arredores de Bangu e Andaraí (1914-1923). Por mais que nossas pesquisas nunca tenham se cruzado, encontramos as mesmas fontes e chegamos às mesmas conclusões. Ao banguense Gustavo Santos, formado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que gentilmente me enviou um livro em formato virtual: A insurreição anarquista no Rio de Janeiro e, também em PDF, a dissertação de mestrado A greve geral e a insurreição anarquista de 1918 no Rio de Janeiro: um resgate da atuação das associações de trabalhadores. Que o nosso Bangu continue vencendo! Ao cavaleiro Rodrigo Estrella de Carvalho, que após muito esforço, conseguiu uma foto do seu trisavô, o temível Capitão Jorge Estrella, que tanto medo despertou nos operários de Bangu no século XIX. Ao professor Francisco José Corrêa Martins, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que tive o prazer de conhecer em Assunção, no Paraguai. Suas dicas sobre sites que continham informações sobre o operariado britânico e leituras sobre a exploração das crianças na Grã-Bretanha foram únicas e imprescindíveis. Ao pesquisador do Fluminense F. C., Carlos José dos Reis Santoro, que me enviou os documentos a cerca da família do mestre têxtil James Hartley, incluindo sua certidão de casamento, datada de 1898. Palavras-chave: 1. Fábrica Bangu 2. Movimento operário 3. Indústrias têxteis 4. Primeira República 5. Imigrantes britânicos 6. Greves Abstract This study aims to examine the thirty-year period between 1890 and 1920, from the foundation of the Companhia Progresso Industrial do Brazil to the weakening of the first labor movement of Brazil. This factory, installed in Bangu, on the outskirts of Rio de Janeiro, became the largest textile company at Brazilian capital, employing nearly 3,000 workers from different nationalities. In general, shareholders were Portuguese, the managing director was Spanish, the section masters were English, the foremen were Italian and the weaversthe most humble workers were Brazilian. A micro-historical analysis of the factory daily life, having newspaper reports as the main source of research, shows that this ethnic blend generated many problems, including murderers and local strikes. To calm down this multifaceted population, the company invested in improvements at the workers' village and encouraged leisure activities. These measures guaranteed many years without serious conflicts. However, when the rising cost of living reached workers, especially from 1917 on, strikes and manifestations of the working class alarmed the patronage once again. Then, interventions carried out by the police and public authorities were necessary to stop the demands from the workers from Bangu, as well from the employees in the various textile factories of Rio de Janeiro.
doi:10.26512/2015.d.20424 fatcat:azun7oog3vawboxsa34wmdslia