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PARA UMA TEORIA DO CLICHÉ

Leonor Areal
unpublished
1. INTRODUÇÃO Uma imagem cuja forma se repete e se torna reconhecível é o que se chama um cliché. O cinema vive de clichés e gera clichés-imagens que, quanto mais simplificadas, mais facilmente são retidas. Um cliché é ainda uma imagem que transporta um sentido ou uma significação segunda (além daquela que a insere no fio narrativo). Será então uma espécie de embrião de signo visual? O objectivo deste ensaio é investigar e definir o que é um cliché e demonstrar a sua pertinência enquanto
more » ... cia enquanto elemento do processo semiótico cinematográfico. Um cliché será então como uma figura de estilo, um tropo tornado imagem. Contudo, o cliché é um tropo diferente de outras figuras de retórica clássica. Por outro lado, o cliché decorre de formas essenciais de cognição e percepção. Na medida em que um cliché é um condensado de imagem, ideia e emoção, importa situá-lo enquanto processo de semiose muito presente do cinema. No desenvolvimento desta teoria, pomos a hipótese de que, por razões de cognição essencial, se esboça na existência dos clichés uma ideia de signo cultural que poderá constituir base para uma teoria semiótica do cinema-tese teórica que este ensaio defende.
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