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FARMACOLOGIA DO DIABETES MELLITUS TIPO 2: ANTIDIABÉTICOS ORAIS, INSULINA E INOVAÇÕES TERAPÊUTICAS

Vannessa Passos Lopes, Manoelito Coelho Dos santos Júnior, Aníbal De Freitas Santos Júnior, Amália Ivine Costa Santana
2012 Revista Eletrônica de Farmácia  
Recebido em 13/06/2012, Aceito em 28/12/2012 RESUMO: O Diabetes mellitus do tipo 2 (DM-2) é uma desordem metabólica que apresenta a hiperglicemia como característica principal, caracterizado pela resistência à ação da Lopes, V.P.; Júnior, M.C.S.; Júnior, A.F.S.; Santana, A.I.C. Revista Eletrônica de Farmácia Vol. IX (4), 69 -90, 2012. insulina e disfunção das células β pancreáticas. Este trabalho objetivou apresentar a farmacoterapia e os avanços no tratamento do DM-2. A metodologia empregada
more » ... dologia empregada foi a pesquisa bibliográfica. O tratamento do DM-2 é multifatorial incluindo, primeiramente, educação e mudanças no estilo de vida e, posteriormente intervenção farmacológica. Os antidiabéticos orais constituem a primeira escolha para o tratamento do DM-2 não responsivo às medidas não farmacológicas isoladas e, classificam-se de acordo com o seu mecanismo de ação: 1) hipoglicemiantes orais ou secretagogos (sulfoniluréias e metiglinidas); 2) sensibilizadores da ação da insulina (tiazolidinodionas); 3) redutores da neoglicogênese (biguanidinas) e; 4) redutores da velocidade de absorção de glicídeos (inibidores da α-glicosidase). A busca por terapias com elevada eficácia e menos ocorrência de efeitos indesejáveis é ininterrupta e, novos fármacos tornam-se disponíveis, por exemplo, os incretinomiméticos; inibidores da Dipeptidil Peptidase 4 (DPP-IV) e análogos da amilina. Assim, devido a alta prevalência e as graves consequências associadas ao DM-2 tornou-se de ampla relevância compilar informações sobre os fármacos classicamente utilizados na terapêutica do DM-2, bem como os novos fármacos disponíveis o tratamento dessa doença. PALAVRAS-CHAVE: Diabete Melito tipo 2; insulina; hiperglicemia; antidiabéticos. ABSTRACT: Diabetes mellitus type 2 (DM-2) is a metabolic disorder that presents the main characteristic of hyperglycemia, characterized by resistance to insulin action and dysfunction of pancreatic β cells. This work aimed to present therapeutic advances for the treatment of DM-2. The methodology was a literature research. The treatment of DM-2 is multifactorial including, first, education and changes in lifestyle and later pharmacological intervention. The antidiabetics are the first choice for treatment of DM-2 non-responsive to non-pharmacological measures isolated and classified according to their mechanism of action: 1) oral hypoglycemic drugs or secretagogues (sulfonylureas and metiglinides); 2) sensitizing action of insulin (thiazolidinediones); 3) reducing the gluconeogenesis (biguanide) and, 4) reducing the rate of absorption of glucose metabolism (inhibitors of α-glucosidase). The search for therapies with high efficiency and less occurrence of side effects is seamless and new drugs become available, for example, incretin mimetics; Dipeptidyl Peptidase-4 Inhibitors (DPP-IV) and analogues amylin. Thus, due to high prevalence and serious consequences associated with the DM-2 has become widely compile relevant information about the drugs classically used in the treatment of DM-2, as well as new drugs available for treating this disease. KEYWORDS: Diabetes mellitus type 2, insulin, hyperglycemia, antidiabetics. RESUMEN: Lopes, V.P.; Júnior, M.C.S.; Júnior, A.F.S.; Santana, A.I.C. Revista Eletrônica de Farmácia Vol. IX (4), 69 -90, 2012. La diabetes mellitus tipo 2 (DM-2) es un trastorno metabólico que se presentan como característica principal de la hiperglucemia, caracteriza por la resistencia a la acción de la insulina y la disfunción pancreática β-células. Este estudio tuvo como objetivo presentar la farmacoterapia y los avances para el tratamiento de la DM-2. La metodología utilizada fue una búsqueda bibliográfica. El tratamiento de la DM-2 tiene un enfoque multifactorial, incluyendo, la educación en primer lugar, y cambios en el estilo de vida y tratamiento farmacológico más tarde. Los agentes hipoglucemiantes orales son la primera opción para el tratamiento de la DM-2 que no responden a medidas no farmacológicas solas, y se clasifican según su mecanismo de acción: 1) los agentes hipoglucemiantes orales o secretagogos (sulfonilureas y metiglinidas), 2) la acción de sensibilizadores de la insulina (tiazolidindionas), 3) la reducción de la gluconeogénesis (biguanidas) y 4) reducir la velocidad de absorción de glicídeos (α-glucosidasa inhibidores). La búsqueda de terapias con una alta eficiencia y menos efectos indeseables es continua y nuevos fármacos estén disponibles, por ejemplo, incretina; dipeptidilpeptidasa 4 (DPP-IV) y análogos amilina. Por lo tanto, debido a la alta prevalencia y graves consecuencias de la DM-2 se hizo muy recopilar información relevante acerca de los medicamentos clásicamente utilizados en el tratamiento de la DM-2, así como los nuevos fármacos disponibles para tratar esta enfermedad. PALABRAS CLAVE: diabetes mellitus tipo 2, insulina, hiperglucemia, antidiabeticos. INTRODUÇÃO O crescimento populacional, o aumento da expectativa de vida e, principalmente, a crescente prevalência da obesidade associada ao sedentarismo e aos hábitos alimentares modernos, vem contribuindo para o aumento do número de indivíduos com Diabetes mellitus (DM). No Brasil, a população diabética, em 2000, alcançava 4,6 milhões de pessoas, sendo projetado para 2030 um número de 11,3 milhões de pessoas, o que corresponde a sexta posição na classificação dos países com maior prevalência dessa doença (1) . O DM promove drásticas consequências sociais e econômicas devido à natureza crônica, à gravidade de suas complicações e aos meios necessários para controlá-la. Todos esses aspectos fazem do DM uma doença extremamente onerosa, não apenas para os indivíduos acometidos por esta patologia, mas também para os sistemas de saúde. (sugiro unir os parágrafos!!!) O DM configura-se como uma das causas mais importantes de mortalidade e morbidade na população em geral. Segundo dados da World Health Organization (WHO) (2) , em 2007, o DM foi responsável por 6% da mortalidade mundial. Vale ressaltar que o DM é uma enfermidade subdiagnosticada e que possui uma mortalidade subestimada, o que
doi:10.5216/ref.v9i4.18918 fatcat:uiwtcdthazhxdo6vvhww5c4key