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Cinema inocente: artes plásticas e erotismo em Filme de Amor, de Júlio Bressane [thesis]

Fabio Diaz Camarneiro
Agradecimentos Em primeiro lugar, muito obrigado a meu orientador, Rubens Machado Jr., que foi (e segue sendo) uma inspiração e um modelo. À minha família: Maria Ignez -minha mãe; Ligiane e Júlio -irmã e cunhado, e Terezinha -tia. In memoriam, a Cirino -meu pai, Genésia e Basílio -avós maternos, Lígia e Armênio -avós paternos. A Thaís Fortes (Thatou). À família Kasting Arruda: Yara e Sérgio, Rejane, Milene e Guga, Carolina e Maurício, e às "crianças" Marina, Arthur e Cora. Aos professores da
more » ... s professores da banca de qualificação: Ismail Xavier e Sônia Salzstein. Aos professores das disciplinas cursadas: Eduardo Morettin, Laura Moutinho e Pedro Guimarães, e a todos os professores do CTR da ECA/USP. A Carlos Reichenbach e Eduardo Coutinho (in memoriam) e também a Inácio Araújo e Luís Alberto de Abreu -mestres. Aos colegas de pósgraduação: Santos, Veronica Stigger e Eduardo Sterzi, Virginie e Wellington (Filó), Viviana Venosa, Yael Amazonas. A Conrado Ramos, pela escuta. A Inês Suzuki e Henrique Fukace, pela acupuntura. A Vagner Benezath e ao pessoal da Kaffa, pelos espressos. E, especialmente, a meus alunos, de todas as épocas, que me ensinaram tudo. 8 Resumo CAMARNEIRO, F. D. "Cinema inocente: artes plásticas e erotismo em Filme de amor, de Júlio Bressane". 2016. 210 p. il. Tese (Doutorado) -Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Em Júlio Bressane, artes plásticas e erotismo são dois dos principais elementos de uma constelação particular que inclui a literatura, o modernismo brasileiro, a canção popular e, é claro, o próprio cinema. Em Filme de amor (2003), Bressane coloca em pauta o corpo nu e a questão do olhar, em uma pesquisa estética ligada a uma tradição pictórica que vai do Renascimento italiano (Sandro Botticelli, Raphael Sanzio) e da pintura espanhola (Diego Velázquez, Francisco Goya) até o realismo (Gustave Courbet) e o surrealismo de Balthus -nome central para o longa de 2003 -passando pela psicanálise (Lacan). Para Bressane, "cinema inocente" pode referir-se tanto aos filmes eróticos do Primeiro Cinema quanto ao momento da história das formas cinematográficas em que, dada a falta de referências anteriores, tudo é invenção. Nesse sentido, liberdade formal e liberalidade comportamental aproximam-se para criar uma espécie de utopia, uma "Arcádia" pessoal idealizada por seu cinema -época "inocente" e mitológica, anterior ao homem provar da árvore do fruto do conhecimento. A questão da melancolia (Benjamin) será central para entender o cinema de Bressane, bem como a ideia da História como fragmento e ruína. Palavras-chave: Cinema brasileiro; Júlio Bressane; Filme de amor; artes plásticas; erotismo. 9 Abstract CAMARNEIRO, F. D. "Innocent Cinema: Painting and Eroticism in Júlio Bressane's Filme de amor". 2016. 210 p. il. Thesis (Doctorate) -Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Painting and eroticism are two main elements in Júlio Bressane's own private constellation that also includes literature, Brazilian modernism, popular Brazilian music, and cinema itself. Filme de amor (2003) deals with the questions of the naked body and the gaze, and connects itself with a large tradition, from Italian Renascence (Sandro Botticelli, Raphael Sanzio) and Spanish painting (Diego Velázquez, Francisco Goya) to realism (Gustave Courbet) and Balthus' surrealism -a main artist for the 2003 film. Besides all that, it touches psychoanalysis' issues related to Lacan's theory. To Bressane, "innocent cinema" may refer to erotic films from Silent Cinema or to the moment in the history of film forms when, as there were no previous references, everything is an invention. So, both formal and sexual freedom came closer and creates some kind of utopia, an own personal "Arcadia" idealized by Bressane's films: an "innocent" and mythological age, previous to man has proved the forbidden fruit of knowledge. From Benjamin, the director learns the ideas of Melancholy and of History as fragment and doom.
doi:10.11606/t.27.2016.tde-22092016-141955 fatcat:lhdcccnvhje63pk6cbthi2yj24