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As formigas como indicadores biológicos do impacto humano em manguezais da costa sudeste da Bahia

Jacques H.C. Delabie, Valéria R.L. de M. Paim, Ivan C. do Nascimento, Sofia Campiolo, Cléa dos S.F. Mariano
2006 Neotropical Entomology  
Mangroves are common in estuaries along the Atlantic coast of Brazil. Although plant diversity is low, this ecosystem supports a range of animals, offering some resources for non-aquatic organisms. Many insects live in mangroves and, between them, many ant species that are exclusively arboreous. Mangroves throughout the world suffer from high levels of human impact, and this is particularly true for southeastern Bahia, where land-uses include traditional crab and fish exploitation, urban
more » ... ation, urban development, refuse pollution, recreation, and timber extraction. The ants of 13 mangrove sites, representing a range of levels of human use, have been studied along 250 km of the southern Bahia littoral, between Itacaré and Porto Seguro. Ants were sampled both inside and on the periphery of the tidal zone, using entomological rainbow, baiting, collect of hollow branches and pit-fall. A total of 108 species have been collected, with the richest genera being Camponotus and Pseudomyrmex, and the most frequent belonging to the genera Azteca and Crematogaster. The ant community living on the periphery of mangrove areas is rather homogeneous regardless of the degree of environmental perturbation, but varies markedly with the disturbance inside the mangroves themselves. The evolution of richness of the both communities, mangrove and periphery, is negatively related to the human effects, even limited to the periphery. Ant communities therefore have the potential to be useful as biological indicators of ecological impacts of land-use in these mangrove systems. KEY WORDS: Formicidae, animal community RESUMO -Os manguezais são comuns ao longo dos estuários da costa Atlântica do Brasil. Embora a diversidade de plantas seja baixa, esse ecossistema suporta uma fauna diversa, oferecendo diferentes tipos de recursos para numerosos organismos não aquáticos. Muitos insetos habitam as áreas de manguezal e, entre estes, numerosas espécies de formigas exclusivamente arbóreas. Na maior parte das áreas do mundo onde ocorrem, os manguezais vêm sofrendo altos níveis de impacto humano e isso é particularmente evidente no Sudeste da Bahia, onde ocorre o tradicional extrativismo de caranguejos e peixes, aterramento com fim de exploração imobiliária e corte de lenha. A comunidade de formigas de 13 manguezais com diferentes níveis de antropização foi estudada na costa sudeste da Bahia, em áreas distribuídas em 250 km de litoral, entre Itacaré e Porto Seguro. As formigas foram amostradas dentro e nas vegetações periféricas dos manguezais, usando lençol entomológico, isca, coleta de galhos ocos e pit-fall. Foram amostradas 108 espécies de formigas, sendo Camponotus e Pseudomyrmex os gêneros com maior riqueza especifica e Azteca e Crematogaster os mais freqüentes. A comunidade de formigas que vivem na vegetação periférica aos manguezais estudados é bastante homogênea mas varia notoriamente com a perturbação antrópica dentro desses ambientes. As riquezas das comunidades da periferia e do próprio manguezal são relacionadas negativamente com o grau de antropização. Comunidades de formigas têm, portanto, potencial para serem utilizadas como indicadores biológicos de impacto ambiental no ecossistema manguezal. PALAVRAS-CHAVE: Formicidae, Brasil, comunidade animal Received 22/XII/05. Accepted 03/V/06.
doi:10.1590/s1519-566x2006000500006 pmid:17144131 fatcat:2u6x4lnj5rhaxo4c5kmh5ncxuy