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PELE E IMAGEM – SUPERFÍCIES E CONTEXTOS

Lara Tatiane de Matos
2018 Revista Rascunhos - Caminhos da Pesquisa em Artes Cênicas  
RESUMO A pele e a imagem são superfícies de profundos contextos na sociedade. Na contemporaneidade estes dois pontos de partida se juntam em processos que caracterizam os modos de subjetivação de todos aqueles que possuem pele, e são confrontados cotidianamente com o bombardeio de imagens característico de nossa época. Questões de gênero, cor, idade, acesso às tecnologias médicas e estéticas transformam nossas peles e transformam nossa visão sobre a pele através de imagens utilizadas para criar
more » ... ilizadas para criar e fomentar mercados. A arte pode fazer um diálogo entre estas duas materialidades, pele e imagem, e criar possibilidades de transformação no olhar cultural que nos caracteriza. PALAVRAS-CHAVE: Arte, performance, prática, nudez Rascunhos | Uberlândia, MG | v.5 | n.1 | p.87-106 | jan./jun. 2018 | ISSN 2358-3703 posibilidades de transformación en el aspecto cultural que nos caracteriza. ABSTRACT Skin and image are surfaces of deep contexts in society. At the current time these two points of departure come together in processes that characterize the modes of subjectivation of all those who have skin, and are confronted every day with the bombardment of images, characteristic of our time. Issues of gender, color, age, access to medical and aesthetic technologies transform our skins and transform our vision on the skin through images used to create and foment the market. Art can make a dialogue between these two materialities, skin and image, and create possibilities of transformation in the cultural view that characterizes us. A nudez é como o verão, todos deviam participar. 2 É na imagem que o corpo encontra a pele. Que a pele sintetiza o corpo. Seja na imagem do outro que está nu, ou na reprodução destas imagens. A imagem é o contato do distante e do interno, a imagem é a presença do tempo e a eternidade deste mesmo tempo, é o encontro dos olhos com o passado, é o plano de ação da lembrança. A pele é o encontro do fora e do dentro, e é ela mesma, a síntese destes dois pontos de partida, a impressão palpável deste encontro. Richard Schechner diz que a pele é ambiente, o ambiente acontece na pele. (SCECHNER apud CARREIRA 2013 p 3). Mesmo assim, ainda pensamos na pele como a divisão do dentro e do fora. Nosso limite orgânico da existência. Pele e imagem pertencem a diferentes lugares e cumprem diferentes papéis, mas coincidem no cumprimento de uma "função metonímica", são também parte do que representam e ao mesmo tempo o todo que o olho vê, são a parte pelo todo de um amplo
doi:10.14393/issn2358-3703.v5n1a2018-08 fatcat:sepdsz265naerlaauip7r3d6ve